18.12.09

Ainda bem que não gosto de couve-flor, porque se eu gostasse de couve-flor, comeria couve-flor e eu detesto couve-flor

Fomos para um jogo europeus descontraídos, jogámos com uma segunda equipa, confiantes, e ganhámos tranquilamente, com naturalidade. Era a feijões, mas posso habituar-me a isto.

A ver o Di Maria fazer coisas boas é que nunca me habituarei. Porque não é possível. Ele afinfa-lhes dois secos, manda uma à barra, e, depois, ante-assiste o golo do AEK. Estamos sempre com o coração nas mãos.


(Letra de €40M?)

Mas é bom é que vá marcando golos destes na Europa. Que siga o instinto. O problema é quando ele tenta pensar. É que ele não sabe pensar, portanto, apenas pensa que pensa, por isso, quando tenta, pensa mal.


Se Di Maria fosse piloto eu confiaria nele (e no seu instinto) para conduzir no Mónaco, mas nunca nas suas capacidades de estacionamento na Calçada do Duque. Demasiadas fórmulas e variáveis, o grau de inclinação da subida, o ângulo de entrada da traseira, a chuva que molha os paralelepípedos, o Joaquim torneiro mecânico que apita, o arrumador que diz para destroçar, o pé direito que só serve para andar, aquilo era coisa para a desgraça.


Não penses, filho, age, age para o Estádio Cidade de Manchester, eles lá gostam de pessoas como tu.


Benfica, 2 - AEK, 1