22.2.09

As férias

O Benfica joga como um tonto, deixa-nos atarantados e sempre à espera de algo inesperado. Ainda assim, consegue sempre surpreender-nos com o inopinado. O Benfica defende como ataca, atabalhoado e sem nexo. Ora, isso pode resultar no ataque, porque o adversário pensa “isto não pode ser, não tem jeito nenhum”, e pumbas, acontecem golos como o do Amorim ou o do Di María. Está certo que com o Di María nenhuma explicação de ordem táctica resultaria, pois estamos perante o mais burro jogador de futebol de que há memória (para quando os €20M?).


Quer parecer-me, contudo, que no meio-campo e na defesa isso pode não resultar tão bem. E por isso sofremos, nesta temporada, cinco golos desta grande equipa pacense.


Não sei, mas nove meses para formar uma equipa parece-me muito tempo. O triplo do que tomou ao Jorge Jesus, por exemplo. Se calhar, para o Quique, formar uma equipa significa colocar o Suazo a jogar até ele deixar de preguiçar e acertar. Isso não vai acontecer. O Suazo tem um subsídio de férias mensal de 300 mil euros e não era agora que se ia pôr a trabalhar.


No final, ainda se vai dizer que o Benfica não foi mais longe porque o Cardozo não marcou golos suficientes, não justificando o valor investido. Acabamos a vender o Cardozo ao mesmo tempo que devolvemos o Suazo à origem.



Benfica, 3 – Paços, 1