19.8.09

Maldita Peçonha


Cinquenta e cinco mil pessoas juntaram-se no domingo para assistir a mais uma bela tradição portuguesa, o Benfica a empatar na primeira jornada do campeonato. E a tradição era mais completa no final da primeira parte, em que jogávamos pior de que o cocó de um pombo incontinente.

O intervalo entre o primeiro e o segundo tempo fez bem aos nossos jogadores. Os intervalos motivados pelas 387 quedas nos jogadores do Marítimo talvez não tanto. Creio que, no total, em "assistência" prestada, foram uns 12 minutos (!!); mais os três das substituições, e os pózinhos das paragens legais chegámos a uns quinze minutos. No final tivemos mais...cinco. Senti-me numa máquina do tempo; entontecido pelo calor e pela peçonha na baliza do Marítimo. Nesta, peganhenta e com propensão para se estender como o menino jesus nas palhinhas/JVP (riscar o que não interessa), andámos a bater como se não houvesse amanhã. To no avail.

Até trocámos de botas ofensivas, e constatámos que o preço não é o mais importante. Chanatos comprados na feira de Carcavelos parecem valer mais do que botas oriundas da Louis Vuitton da Avenida da Liberdade.

Gostei do massacre final, do Coentrão, melhor jogador em campo, e do Weldon-mais-oportunidades-por-minuto-quadrado.

Não gostei de peçonhas fingidas, quarenta e cinco minutos desperdiçados e da arbitragem portuguesa.

SLB, 1 - Marítimo, 1