
2003.10.01 via Serbenfiquista.com
O mundo mudou, massas de água se abriram, alienígenas nos visitaram e o Quique deu lições de táctica ao Jesus. Os que vituperavam o espanhol louvam-no agora. Bastou o oportunismo do avançado que o treinador pôs a jogar contrariado, e um deslize do Eduardo, para o Quique ser quase bestial e o Jesus quase besta. A consistência dos nossos cronistas desportivos parece a da gelatina durante um sismo chinês.Eu, pecador, me confesso: fui do FCP. Por um par de meses apenas, mas fui. Lá por 78 ou 79, influenciado por um vizinho mais velho e ofuscado por dois títulos seguidos, entreguei a minha pueril alma ao demónio. O meu pai, num gesto que nunca deixarei de lhe agradecer, fez-me ver a luz: eu queria uma bola, e o meu pai recusou. Porque bolas, disse ele, eram só para meninos do SLB.
O SLB era, de facto, a luz, neste país cinzento, neste "meu remorso de todos nós". Ao contrário do que muita gente apontava, o SLB era o clube menos português de Portugal. Este era provinciano, pessimista, invejoso, segregador, dependente. O SLB era universal, ambicioso, trabalhador, liberal. Enquanto, em terras africanas, se tentava calar os indígenas, no SLB punha-se uma braçadeira de capitão num negro. Quando os portugueses estendiam a mão, esmolando, a um parolo de Santa Comba Dão, os benfiquistas arregaçavam mangas e construíam um estádio.
Sim, o SLB não era como Portugal. Era como nós gostaríamos que Portugal fosse.
O SLB aportuguesou-se. Os dirigentes do SLB passaram a vender ilusões, como políticos, e os benfiquistas passaram a desejá-las, como eleitores. O defeso passou a ser uma campanha eleitoral, e Aimar, Reyes e Suazo, o TGV e os 150 000 empregos.
Esta época já tinha acabado. Logo após o primeiro jogo com o Trofense. Estes dois últimos jogos não merecem sequer um comentário, porque foram apenas dois sinais aproveitados pelo herdeiro oportunista para desligar a máquina.
Mas foi uma época diferente das anteriores. Foi a época de Rui Costa, o símbolo do SLB iluminado, o exemplo do homem com humildade ambiciosa, o herdeiro da linhagem real de Cosme Damião, Francisco Ferreira, José Aguas e por aí fora.
Mas, afinal, foi um ministro sem pasta. Mais do que também vender ilusões, foi ele próprio uma delas.
O SLB que o meu pai me apresentou "is no more". E, neste contexto, como é que se consegue aguentar ser benfiquista? Só me consigo lembrar do Lawrence da Arábia: "O truque", dizia ele, enquanto apagava um fósforo com a ponta dos dedos, "é ignorar a dor."
Nacional, 3 - SLB, 1
SLB 2, - Trofense, 2
Somos fruto de um acaso, perdemos e vencemos de acordo com as decisões impostas ao Quique. Se esse leva a sua avante temos um centro-americano aos tombos numa ilha vermelha num mar adversário. Perde-se. Pode ser que se empate. A preguiça e a bela estampa física são recompensadas.
Se, por outro lado, a fortuna (para nós) o atira para uma maca, a exclusão de partes obriga Quique a colocar em jogo alguém que realmente marque golos.
É desnecessário afirmar aqui que Sá Pinto é bafejado com um pouco de admiração benfiquista (quase toda esbanjada numa certa tarde no Mosteiro dos Jerónimos), mas se a fortuna (sempre ela) não o tivesse atirado para o mesmo leito do Suazo, ainda que não necessariamente ao mesmo tempo (para pena do Sá Pinto), em 2000 o nosso eterno-defesa-central-Humberto colocá-lo-ia a jogar, em detrimento de Nuno Gomes, condenando, assim, Portugal a ser eliminado logo na primeira fase. Seguramente, não daríamos início à tradição de eliminar os nossos mais antigos aliados sempre que a fortuna (a marota) os traz às nossas bandas.
Sugiro que o próximo treinador do Benfica seja aquele tipo que parte o braço ao guarda-redes do Fuga para a Vitória.
“Olha, anda cá para eu te partir a rótula e pôr o melhor jogador em campo”
Benfica, 3 - Marítimo, 2
Se os conhecidos do OSP lhe têm demasiado respei… lhe têm demasiado medo para serem absolutamente sinceros com o OSP, já os amigos do OSP lhe perguntam amiúde por que é que o OSP, não tendo assim jeito por aí além para jogar à bola (a despeito de ter um brio, uma capacidade de luta e um espírito de sacrifício do tamanho do perímetro de cintura do José Carlos Malato, tudo qualidades intangíveis que, como é óbvio, mais do que compensam a incapacidade do OSP para passar pela maioria dos adversários, não importa o quão imóveis), acha sempre que sabe melhor do que ninguém o que mais convém à equipa de futebol do SLB. A resposta do OSP, diga-se, é invariavelmente “sim”.
É que a realidade é mesmo essa: o OSP sabe melhor do que ninguém o que mais convém à equipa de futebol do SLB, pois reflectiu e reflecte sobre qual é de facto a índole do futebol do SLB melhor do que qualquer thinktank benfiquista, mesmo que aparecesse um composto pelo António Manuel Ribeiro, o Gaspar Ramos, o Manuel Damásio, o Bruno Carvalho e a epiglote do João Malheiro, todos eles eminentes pensadores do clube, sem qualquer dúvida. O OSP arriscaria mesmo dizer que, neste particular, só se genuflecteria perante um thinktank que incluísse o Toni e o Rui Costa, no caso do primeiro por razões nostálgicas e de gratidão afectiva (se bem que, antes de genuflectir, o OSP tivesse de clarificar ao Toni o que quer dizer “thinktank”), no do segundo porque, se o Rui Costa assim o desejasse, o OSP dar-lhe-ia autorização para passar a ser ele a administrar toda a vida privada do OSP, do preenchimento do modelo 3 do IRS aos contactos telefónicos com o serviço de internet da ZON Multimédia, passando pela satisfação parcial dos deveres conjugais do OSP. O Rui merece tudo.
Ele sabe muito bem, afinal, o que é o SLB, porque, conhecendo-o por dentro como poucos, esteve mais de uma década a estudá-lo de fora, a vê-lo de outras perspectivas, pelo que o OSP só espera que os benfiquistas continuem a ser a sua muralha de aço, independentemente do falhanço que esta época vai ser. Do que o OSP tem certeza é que o Rui Costa vai aprender com os erros que cometeu este ano, mesmo não sendo ele o maior responsável por tudo o que de mau aconteceu. Ao escrever isto, o OSP está convenientemente a ignorar a escolha do Quique Flores, da responsabilidade do Rui Costa, mas, como ele, também o OSP foi iludido pela facúndia e pelo charme gitano do Quique e pela combinação calvície foucaultiana-brinco na orelha esquerda-credibilidade científico-desportiva do treinador do SLB, o Pako Ayestarán. Logo, o Rui tem desculpa.
Já o facto de o OSP não ter assim jeito por aí além para jogar à bola não quer dizer que não saiba o que é o melhor para a equipa de futebol do SLB. O João Pinto também não percebe muito de língua portuguesa e não é por isso que deixa de a usar todos os fins-de-semana no Domingo Desportivo. (O OSP promete ainda investigar a fundo quem é o escritor-fantasma responsável pelas crónicas do João Pinto em O Jogo, pois a dificuldade que ele revela em usar a estrutura SVO na televisão não é perceptível aquando da leitura da sua palavra escrita.) Mas isso não é tudo: ao ouvi-lo, bem como quando ouve muitos outros dos chamados “homens do futebol”, o OSP pensa também por vezes que ter jogado bem à bola pode muito bem valer zero na hora de pensar sobre bola.
Tudo isto é válido, naturalmente, para o Quique, antigo lateral-direito do Real Madrid que teve de chegar quase ao fim da época e de ver o seu avançado preferido lesionar-se com gravidade para perceber que, em Portugal, quando se é treinador do SLB, jogar em 4-4-2 resulta na maior parte das vezes. E atenção que o “2” significa mesmo dois gajos lá à frente, bem destacadinhos, e não um ponta-de-lança e um “falso ponta-de-lança”, essa cruz do futebol português. É por causa de coisas como esta que o OSP fica muitas vezes com a impressão de que percebe mais de bola do que muitos dos tais homens do futebol, neste caso do que um treinador que, a cinco jornadas do fim do campeonato, consegue ter a sua equipa (na qual há, é preciso notá-lo, goste-se ou não deles, jogadores como o Luisão, o Katsouranis, o Reyes, o Aimar, o Di María, o Suazo e o Cardozo) a quatro pontos de uma equipa que levou 12-1 nos oitavos-de-final de uma competição europeia.
Os homens do futebol dizem muitas vezes que o tempo dos dois avançados já terminou, que um sistema que os inclua não é moderno que chegue, que está longe da sofisticação do maquinal 4-2-3-1 do Mourinho, que já não passa de uma reminiscência de um passado romântico, mas o OSP mantém que, em Portugal, adoptá-lo na maioria do tempo é ainda e sempre a melhor opção. Ao fim e ao cabo, e tomando o jogo com o Setúbal como exemplo, vale sempre a pena lembrar que 80% dos jogos internos do SLB são com equipas como o Setúbal, se bem que, na maior parte das vezes, com jogadores mais bem-nutridos do que os do Setúbal. No campeonato, e o OSP deixa isto à consideração do Rui Costa, devia haver um regulamento interno que proibisse um treinador do SLB de ir jogar à Trofa em 4-2-3-1. E por favor não venham falar ao OSP dessa treta do “hoje em dia não há jogos fáceis”.
Por outro lado, jogar com dois avançados é quase uma obrigação de qualquer treinador que queira ser parte da tradição do SLB, pois não só traz resultados, como demonstra preocupação em honrar o passado do clube: José Torres-Eusébio, Artur Jorge-Vítor Baptista, Filipovic-Nené, Magnusson-Rui Águas ou Hassan-Marcelo são nomes de integrantes de duplas de ataque que qualquer benfiquista que se preze deve ter na ponta da língua ao invocar as virtudes do 4-4-2, e o OSP tem-nos. Sempre.
O OSP está ciente, claro, de que a concepção romântica que tem do 4-4-2 está directamente ligada ao facto de, nos anos em que começou a ver futebol, ser norma o SLB jogar com dois avançados. Está ainda ciente de que as visões do que ficou para trás são sempre sedutoras e apelativas, porque a tendência humana, afinal de contas, é olhar para o mundo do passado como sendo mais autêntico e menos complexo, mas continua a achar que, em 1986 como agora, os Setúbais e os Trofenses compõem a maior parte dos adversários do SLB no campeonato, além de o SLB ter sempre, regra geral, melhores jogadores do que essas equipas. É, pois, uma simples questão de números, tão simples que até o OSP a percebe, mesmo sendo um homem das letras.
O OSP pode não ter assim jeito por aí além para jogar à bola, mas isso não o impede de saber que o Balboa não joga um caralho. Do mesmo modo, não precisa de grandes explicações para demonstrar que jogar com dois avançados é eficaz. O jogo com o Setúbal faz isso pelo OSP, já que foi precisamente o facto de o SLB ter jogado com dois avançados que levou a uma vitória tão larga (cada um desses avançados, já agora, marcou dois golos).
Para ser fiel à verdade, O OSP é forçado a admitir, contudo, que a defesa do Setúbal se mostrou escandalosamente inepta, mas o facto é que teve sempre dificuldades em entender-se com dois jogadores do SLB na frente. (O OSP tem certeza absoluta de que tal se ficou a dever à ausência por lesão de uma velha paixão sua, o Zoro: tivesse ele jogado, o Setúbal não precisaria de outro central ao lado dele, pois o Zoro marcaria o Nuno Gomes e o Cardozo em simultâneo e ainda teria tempo para ir à área do SLB criar perigo em cada lance de bola parada que houvesse.) E o melhor exemplo disso é a jogada do 4-0: o Di María cruzou, ficaram três defesas a olhar para o Cardozo, e o Nuno Gomes teve tanto tempo para rematar que até ele teria dificuldade em não marcar. Mesmo assim, demonstrando um toque de bola quase obrigadosápíntico, ainda conseguiu rematar para o meio da baliza, praticamente à figura.
Setúbal, 0 - SLB, 4












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Para vencer a Taça da Liga, o Quique poderia apostar no "medo cénico". Para isso, poderia mandar todos os jogadores do SLB colorar de louro o cabelo e ensinar-lhe umas frases básicas em alemão, tipo:
"Moutinho, Ich kenne Kinder unter 5 Jahren höher als Du", ou
"Veloso, Paulo Bento hat eine bessere Friseuse als Du", ou ainda
"Rochemback, dein Ass passt nicht mehr auf dem Platz des Handels".
Enquanto o jogo decorria, os no name cantariam "glorreiche SLB, glorreiche SLB".
Com algum grau de certeza, o SLB aguentaria até aos penalties. E, aí, bastaria o primeiro penalty marcado ser assinalado com um sonoro "Tor", e todos os jogadores do Sporting, com os olhos cravejados de lágrimas, falhariam.
Sim, trata-se de um esquema muito rebuscado e de difícil execução. Mas bastante mais difícil será o Quique conseguir fazer, numa semana, aquilo que não conseguiu em 6 meses: pôr a equipa a jogar à bola.
1. O OSP é, propositadamente, um saco de lacunas. Mas isso não quer dizer que não possa haver, aqui e ali, um esforço para as colmatar. Uma delas, tendo em conta que se trata de um blogue sobre o SLB e, por isso, indirectamente sobre futebol, tem a ver com o discurso, ora na primeira pessoa do singular, ora no plural jornalístico. Inspirado por Miguel Veloso, um moço claramente leitor dos livros da Anita, especialmente do "Anita vai ao cabeleireiro", hoje vou escrever, a partir do ponto 2., na terceira pessoa.
2. O Padinha, no post antecedente, atravessou-se num prognóstico. Terá dado azar? Não, certamente que não. O Padinha teve apenas uma fase de superstição, nomeadamente durante o caminho que nos levou, em 89/90, à final de Estugarda. Com o seu irmão, Padinha corria as casas de pasto da Rua dos Soeiros em busca de lombinhos de porco, missão essa bastante mais complicada em Bruxelas e em Estugarda. Ainda assim, esse reforço de colesterol não foi suficiente para contentar os deuses, que entenderam não dar confiança ao Veloso (o António, o outro, o Miguel, estava em casa – provavelmente, na casa do Néné –- a ler a Anita). E de superstições ficou o Padinha cheio.
3. O Padinha não foi, durante esta semana, inspirado apenas por Miguel Veloso. Foi, também, inspirado pelo benfiquista José Eduardo Martins, que, provavelmente por o ser, sabe bem que um bom e sonoro "Pró caralho" é largado de acordo com o interlocutor, e não com o local. E o tal de Candal visivelmente merece não só a sonora caralhada, como uma boa mochela encostada à testa. Mas a inspiração do deputado Martins acabou por ser indirecta, porque o que interessa para o post de hoje é outra citação de um político, bem imbuída de vernáculo: "Em Portugal, há tanta falta de profissionalismo, que até as putas se vêm." João Soares dixit.
4. O prognóstico não falhou. O Padinha não se baseou em qualquer conjugação astral, nem largou búzios ou cartas, porque tudo o separa da Maya (a começar pelo peito, bastante mais pequeno e peludo, e ainda de origem). O prognóstico assentou no facto de o Vitória, como todas as equipas treinadas por Cajuda, jogar o "jogo pelo jogo".
5. Jogar o "jogo pelo jogo" é a qualidade mais apreciada pela imprensa portuguesa, em qualquer treinador. Pois essa é a característica que irrita mais o Padinha, seja ela do Cajuda ou do Cruyff. Os treinadores não são pagos para porem a sua equipa a dar espectáculo, mas sim para porem as suas equipas a ganhar. O Padinha está-se a borrifar para o espectáculo, até porque detesta o suposto maior espectáculo do mundo, incluindo o Cirque du Soleil, esse filme de ficção científica de série Z com música de elevador. O Padinha quer que o SLB ganhe ou, no mínimo, que se esforce para o conseguir. E um tipo que "jogue o jogo pelo jogo", como Cruyff fez contra o Milan de Capelo, esse extraordinário profissional, está a gozar com quem lhe paga e o apoia. Está a demonstrar uma falta chocante de profissionalismo.
6. Não há nada melhor do que jogar contra uma equipa que "jogue o jogo pelo jogo". São equipas previsíveis e que deixam jogar. E, no passado sábado, foi o jogo em que os jogadores do SLB mais conseguiram ir à linha, apesar de se terem esforçado tanto como uma anémona. E, se tivessem feito uma reanimação cardíaca ao Cardozo – procedimento que o Padinha aconselha a todos os 15 minutos – que o fizesse esticar uma perna ou simplesmente não fugir da bola, lá teríamos marcado um golo na primeira parte, e lá teríamos o prognóstico do Padinha completamente certo.
7. Se há crítica que esta equipa do SLB não merece é a de "jogar o jogo pelo jogo". De facto, e com particular ênfase no jogo passado, o SLB não jogou o jogo. Ponto. Final. Parágrafo.
8. O Padinha, como já referiu, não quer a sua equipa a jogar o que se entende normalmente por bem. Não quer, de todo. Quer apenas, e o Padinha reforça o apenas, que façam aquilo que milhões de pessoas pagam para fazer diariamente: suar. E, no sábado, especialmente naqueles primeiros 15 minutos da segunda parte, em que os meninos pareciam ter saído de um copo de água, a coisa já foi mais do que medíocre, paupérrima ou qualquer outro adjectivo depreciativo. Foi o zero absoluto, algo que, supostamente, é um preceito teórico, mas que, afinal, acabou por ser demonstrado no Estádio da Luz.
9. O Padinha não conhece em detalhe a legislação aplicável ao Livro de Reclamações. Mas, depois do jogo com o Vitória, acha que o SLB deveria ter um. E o Padinha faz daqui um apelo a todos os benfiquistas: dirijam-se ao Estádio da Luz e peçam o livro de reclamações. Mas deixem que o José Eduardo Martins seja o primeiro a reclamar. Ele escreverá algo que a todos nós, naquele sábado, apeteceu dirigir àquela amálgama de corpos vestidos de encarnado.
Benfica, 0 - Vitória de Guimarães, 1

Sempre com esse nobre objectivo em vista, perguntavam à mais Bolhoa das varinas o que achava dos empréstimos de capital do FMI ao estado português. Capital, as senhoras só conheciam Lisboa (e não tinham a certeza), e FMI era peixe que não vendiam. Ninguém ganhava com essas rábulas, e mesmo eu, espectador incauto, porque precoce, mudava constrangido de canal (inevitavelmente para o segundo), fisicamente indisposto com a humilhação pública de uma pessoa com idade para ser minha avó. Passados todos estes anos, sinto o mesmo quando vejo o Benfica Quiqueano a jogar. Pelo menos a senhora não tinha bem noção da vergonha que a faziam passar.
Quique congratulou-se por os adeptos terem percebido o que estava em causa. Esteve quase lá. Os adeptos, Quique, gostam muito de ver os gajos que envergam as nossas camisolas a suarem as estopinhas para ganharem um jogo.